A maior seca do Brasil na F1

Desde que ganhou uma corrida pela primeira vez na F1, o Brasil passa a viver, nesta semana, sua maior seca: são quase 2500 dias sem vitória. A última veio no GP da Itália de 2009, com Rubens Barrichello, e não há previsão de 'chuva' para o futuro próximo

Renan do Couto, de São Paulo

Matematicamente, é só no domingo, dia 5 de junho de 2016. Na prática, já estamos vivendo a maior seca de vitórias do Brasil no Mundial de F1.

No domingo, completar-se-ão (sempre ótimo usar mesóclise) 2458 dias desde 13 de setembro de 2009, quando Rubens Barrichello venceu o GP da Itália na dobradinha da Brawn GP. O intervalo entre o GP da Austrália de 1993, o último vencido por Ayrton Senna, e o GP da Alemanha de 2000, o primeiro de Barrichello, foi de 2458 dias.

Como a próxima corrida é só no outro fim de semana, ainda que Felipe Massa ou Felipe Nasr vençam, o jejum já será no mínimo sete dias mais longo. Claro, levando em conta apenas a época posterior à primeira vitória de Emerson Fittipaldi, em 1970, a qual compreendeu um outro hiato: o de cinco anos entre a última de Emmo e a primeira de Nelson Piquet.

É muito tempo e, por mais que há países que se encontram nesta seca há muito mais, a questão é que não há uma perspectiva clara de melhora para o Brasil no futuro imediato — o que é ruim para o esporte a motor nacional e para a F1 como um todo, afinal, a categoria tem por aqui o seu maior mercado.

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