Monster Yamaha Tech 3

A Tech3 vai estar nos holofotes, seja pela performance de Pol Espargaró e Bradley Smith ou pela falta dela. Os dois pilotos já foram cobrados publicamente e, com os contratos no fim, têm um ano decisivo

Juliana Tesser, de São Paulo

Melhor time privado nos últimos dois anos, a Tech3 segue em condição estável: mesmos pilotos e mesmos equipamentos.

Único fora da estrutura de fábrica a contar com a YZR-M1 da Yamaha, o time de Hervé Poncharal começa 2016 cobrando resultados de Pol Espargaró e Bradley Smith, mas os dois pilotos terão rivais de peso neste ano, já que Ducati e Suzuki apareceram mais fortes para tentar brincar com Yamaha e Honda no topo do grid.

Sede: Bormes-les-Mimosas, França
Moto: Yamaha YZR-M1
Principais dirigentes: Hervé Poncharal
Em 2015: 4ª no Mundial de Equipes
Melhor resultado: 3ª no Mundial de Equipes em 2012 e 2013
Melhor tempo em Sepang: 2min01s107 (Bradley Smith, 10º)
Melhor tempo em Phillip Island: 1min29s718 (Pol Espargaró, 9º)
Melhor tempo em Losail: 1min55s882 (Pol Espargaró, 11º)

#38 Bradley Smith

 

Nascimento: 28 de novembro de 1990 – Oxford, Inglaterra (24 anos)
Carreira na MotoGP: 54 GPs
Melhor resultado: 2º colocado no Mundial de Moto3 em 2014
Em 2015: 6º no Mundial de Pilotos

Bastante contestado quando anunciado como titular da Tech3, Bradley Smith já provou que tem qualidade o bastante para fazer parte dos quadros da equipe francesa. Em 2015, por exemplo, o britânico conquistou um segundo lugar no GP de San Marino.

Melhor piloto privado no ano passado, Smith fechou a temporada bastante à frente de Pol Espargaró, mas terá de manter o mesmo nível se quiser sonhar com uma vaga no time de fábrica da Yamaha — ou até mesmo com a permanência na Tech3.

#44 Pol Espargaró

 

Nascimento: 10 de junho de 1991 – Granollers, Espanha (24 anos)
Carreira na MotoGP: 36 GPs
Melhor resultado: 2º colocado no Mundial de Moto3 em 2014
Em 2015: 9º no Mundial de Pilotos

A caminho de sua terceira temporada na MotoGP, Pol Espargaró começa o ano pressionado. O catalão abriu o ano de olho na quinta colocação na classificação, mas acabou em nono, 216 pontos atrás do campeão Jorge Lorenzo.

Como se o resultado já não fosse ruim o bastante, Pol anda um tantinho tagarela e saiu atacando a Yamaha, acusando a casa de Iwata — por quem é diretamente contratado — de não cumprir promessas. Um certo probleminha de timing para um piloto que não conseguiu se mostrar assim tão incrível e que ficou a 67 pontos do companheiro de equipe.