Estrella Galicia 0,0 Marc VDS

Reconhecida por sua força na Moto2, a Marc VDS não fez feio em sua temporada de estreia na MotoGP. Agora, o time de Marc van der Straten vem em estrutura reforçada, com o promovido Tito Rabat se juntando a Jack Miller

Juliana Tesser, de São Paulo

Recém-chegada à MotoGP, a equipe de Gosselies não tardou a aumentar sua estrutura. Depois de resgatar Scott Redding em 2015, a Marc VDS viu o britânico partir em busca de novas aventuras e promoveu Tito Rabat da Moto2. Além do espanhol, o time de Marc van der Straten aceitou receber Jack Miller, já que a LCR desistiu do esforço de duas motos.

Equipada com a Honda RC213V, a equipe tem em mãos um protótipo vitorioso, mas que vive uma fase um tanto difícil. Ainda assim, o terceiro lugar de Redding no GP de San Marino do ano passado mostra que a Marc VDS sabe trabalhar bem.

Sede: Gosselies, Bélgica
Moto: Honda RC213V
Principais dirigentes: Marc van der Straten e Michael Bartholemy
Em 2015: 8ª no Mundial de Equipes
Melhor resultado: 8ª no Mundial de Equipes em 2015
Melhor tempo em Sepang: 2min02s328 (Tito Rabat, 17º)
Melhor tempo em Phillip Island: 1min30s023 (Jack Miller, 15º)
Melhor tempo em Losail: 1min57s027 (Tito Rabat, 17º)

 

#53 Tito Rabat

 

Nascimento: 25 de maio de 1989 – Barcelona, Espanha (26 anos)
Estreante
Melhor resultado: Campeão da Moto2 em 2014
Em 2015: Terceiro no Mundial de Pilotos da Moto2

Tito Rabat é o único estreante do grid da MotoGP em 2016. Vindo da Moto2, o catalão chega à classe rainha pelas mãos da Marc VDS, equipe que defende desde 2014 e pela qual foi campeão na divisão intermediária.

O #53 já mostrou que é bom piloto, mas tem um desafio grande pela frente. Além de enfrentar um grid fortíssimo, Rabat também terá de se entender com a RC213V, uma moto que não vive sua melhor fase.

#43 Jack Miller

 

Nascimento: 18 de janeiro de 1998 – Townsville, Austrália (21 anos)
18 GPs
Melhor resultado: 2º colocado no Mundial de Moto3 em 2014
Em 2015: 19º no Mundial de Pilotos

Jack Miller pulou uma fase da evolução em 2015 ao passar reto pela Moto2 e ir direto do vice-campeonato na Moto3 para a MotoGP. Embora recusar uma oferta da Honda exija certa dose de loucura, o australiano parece não ter acertado em sua aposta.

Apesar de contar com a experiência de Cristian Gabarini, o ex-chefe dos mecânicos de Casey Stoner, o australiano não conseguiu boas performances em 2015 e fechou o ano com um 11º lugar na Catalunha como melhor resultado. Precisa mostrar serviço.