Quem é quem: equipes e pilotos da temporada 2017 da Indy

A saída da KV e a ida de Josef Newgarden para a Penske foram as principais novidades no grid da Indy que, neste final de semana, abre a temporada 2017

Gabriel Curty, de São Paulo,
Rodrigo Berton, de São Paulo &
Pedro Henrique Marum, do Rio de Janeiro
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PENSKE

Após um ano de domínio total na Indy, a Penske resolveu mudar. Entre comportamento e resultados, Juan Pablo Montoya chegou a um ponto onde não sustentava mais alguém pedindo passagem. Este, o novo membro do quarteto, é Josef Newgarden, que já chegou liderando no primeiro dia de testes de pré-temporada em Phoenix. Está sobre ele a responsabilidade de ser melhor que uma lenda do automobilismo moderno dos Estados Unidos.
 
Com Simon Pagenaud naturalmente como favorito, a Penske sabe que o congelamento dos kits aerodinâmicos em tese diminui a diferença para o pelotão e que as derrotas podem se tornar mais frequentes. Mas a Penske ainda leva na regularidade. Alguém pode fazer mais pontos e mais frequentemente, especialmente agora que Ganassi e Andretti são empurradas por motor Honda? É a questão. E a Penske espera uma negativa.

 

 

#1 SIMON PAGENAUD

18 de maio de 1984 (32 anos), Poitiers, França

101 GPs
9 vitórias
20 pódios
8 poles
Melhor resultado: campeão em 2016
Em 2016: campeão (659 pontos)

A temporada 2016 foi simplesmente perfeita para Simon Pagenaud. Contestado após um primeiro ano de Penske fraco, o francês voltou com tudo e teve uma primeira metade de 2016 sensacional, usando a segunda parte para controlar com inteligência a vantagem sobre os rivais. Com o melhor equipamento do grid e a confiança em alta, Pagenaud é naturalmente um dos grandes favoritos ao caneco.

#2 JOSEF NEWGARDEN

22 de dezembro de 1990 (26 anos), Hendersonville, Estados Unidos

83 GPs
3 vitórias
11 pódios
1 pole
Melhor resultado: 4º colocado em 2016
Em 2016: 4º colocado (502 pontos)

Chegou a vez de Josef Newgarden. Após anos tirando leite de pedra na Carpenter e até brigando por título com bem menos carro que os rivais, o jovem americano finalmente vai ter um equipamento de ponta. Agora, com as cores da Penske, nem o mais pessimista seria capaz de dizer que Josef vai passar longe da luta pelo título de 2017.

#3 HELIO CASTRONEVES

10 de maio de 1975 (41 anos), Ribeirão Preto, Brasil

324 GPs
29 vitórias
90 pódios
51 poles
Melhor resultado: quatro vezes vice-campeão em 2002, 2008, 2013 e 2014
Em 2016: 3º colocado (504 pontos)

Helio Castroneves é o mais experiente do poderoso quarteto da Penske. Um dos maiores vencedores da história da Indy 500, o brasileiro ainda corre atrás de seu primeiro título da categoria. Para 2017, além do caneco, o paulista busca também dar fim a um incômodo jejum de vitórias que perdura desde a segunda corrida de Detroit em 2014.

#12 WILL POWER

1º de março de 1981 (36 anos), Toowoomba, Austrália

172 GPs
29 vitórias
55 pódios
43 poles
Melhor resultado: campeão em 2014
Em 2016: vice-campeão (532 pontos)

Will Power terminou 2016 com o vice-campeonato, mas não é exagero dizer que seu desempenho foi ainda melhor do que na temporada de seu título. Menos errático e mais completo no que diz respeito a guiar bem em todos os tipos de pista, o australiano brigou até o fim pelo título mesmo fazendo uma corrida a menos que o resto do grid – já que perdeu a estreia em St. Pete, quando sairia na pole, por uma suspeita de concussão.

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CARPENTER

Não é qualquer novidade ver a Carpenter incomodar e se portar como grande equipe em dados momentos da temporada. E, a julgar pelo que foi visto na pré-temporada em Phoenix, isso não vai mudar tão logo. A questão não parece ser se a Carpenter terá condições de brigar por vitórias, o que parece evidente, mas se chegou a hora de algo mais.
 
A continuidade na operação joga a favor, mas entre os pilotos houve uma enorme mudança. Ed Carpenter, o dono, segue se alternando no cockpit com Spencer Pigot, mas no outro carro é um peso grande não ter mais Newgarden. Caso a Carpenter tenha um carro que dê chances de sonhar com título, o novo piloto da Penske fará falta. Em seu lugar, JR Hildebrand irá encontrar ampla expectativa. Pode ser uma decepção ou viver o melhor momento da carreira.

#20 ED CARPENTER

3 de março de 1981 (36 anos), Paris (IL), Estados Unidos

165 GPs
3 vitórias
7 pódios
3 poles
Melhor resultado: 12º colocado em 2009
Em 2016: 25º colocado (67 pontos)

Ed Carpenter é especialista em ovais e, desde 2014, o chefe da equipe tem se dedicado apenas a esse tipo de prova, abrindo vaga em seu carro para que outro piloto faça as corridas em circuitos mistos e de rua. O desempenho de Ed em 2016, porém, foi qualquer coisa de catastrófico. O americano só chegou ao fim em Iowa, mas não passou de um 18º lugar.

#20 SPENCER PIGOT 

29 de setembro de 1993 (22 anos), Pasadena, Estados Unidos

10 GPs
0 vitória
0 pódio
0 pole
Melhor resultado: 21º colocado em 2016
Em 2016: 21º colocado (165 pontos)

Campeão da Indy Lights em 2015, Spencer Pigot é o responsável por guiar o #20 nos circuitos mistos e de rua. O americano demorou um pouco para se encontrar na categoria principal, mas fechou a temporada 2016 com bom ritmo e resultados bem melhores. Sem Josef Newgarden no #21, não seria surpresa ver Pigot muitas vezes como o melhor do time.

#21 JR HILDEBRAND

3 de janeiro de 1988 (29 anos), Sausalito, Estados Unidos

46 GPs
0 vitória
1 pódio
0 pole
Melhor resultado: 11º colocado em 2012
Em 2016: 23º colocado (84 pontos)

Depois de cinco anos, JR Hildebrand finalmente está de volta ao grid da Indy de forma permanente. O americano, eternamente marcado pela perda da Indy 500 na volta final, sabe de seu potencial e tem tudo para calar os críticos com o ótimo equipamento que Carpenter e Chevrolet produzem há alguns anos. A missão, porém, não é fácil, já que Hildebrand chega para substituir o excelente Josef Newgarden.

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RLL

Como tradicionalmente faz, a RLL começa a temporada com um carro andando regularmente e outro marcado pontualmente para as 500 Milhas de Indianápolis - e, em 2017, a rodada dupla de Detroit. E o escolhido segue sendo Graham Rahal, que nos últimos anos deixou de ser só o filho do chefe Bobby para se tornar o mais confiável piloto dentre todos que se utilizam de motor Honda.
 
Quarto e quinto colocado nos dois últimos anos e com 490 e 484 pontos marcados, Rahal não impressionou muito na pré-temporada. Mas com o que vem fazendo na categoria, ganhou o benefício da dúvida. Outro velho conhecido, Oriol Servià, assumirá o outro carro pelas três etapas em que ele estará na pista.

#15 GRAHAM RAHAL

4 de janeiro de 1989 (28 anos), Columbus, Estados Unidos

162 GPs
4 vitórias
23 pódios
2 poles
Melhor resultado: 4º colocado em 2015
Em 2016: 5º colocado (484 pontos)

É difícil encontrar algum piloto que tenha evoluído tanto nos últimos anos quanto Graham Rahal. Mais do que isso: é raro ver pilotos que amadurecem tão tarde quanto Graham, mas que se transformam em competidores de ponta tão rapidamente depois desse processo. Em perfeita sintonia com o time de sua família, o americano tende a brigar pelo título pelo terceiro ano consecutivo.

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GANASSI

 A saída da Chevrolet e ida para a Honda levanta questões. Por exemplo: a Ganassi acredita que vá dar um salto já em 2017 e os motores japoneses estarão em par com os norte-americanos? Ainda não se sabe, mas Scott Dixon e Tony Kanaan especialmente precisam fazer o que Chip Ganassi mais deseja de seus pilotos - e de forma menos que suave: vencer corridas.

 
Charlie Kimball e Max Chilton estão ali, fazendo número e herdando patrocínios, mas não há uma grande esperança que um dos dois brilhe. Já Dixon, campeão em 2015, precisa se recuperar de um fraco 2016; enquanto Kanaan, há dois anos sem triunfar, precisa de uma vitória pela Ganassi. O começo da temporada será fundamental para que os dois tenham chances de sequer pensar no campeonato - após testes coletivos em Phoenix que não foram lá grande coisa.

#8 MAX CHILTON

21 de abril de 1991 (25 anos), Redhill, Inglaterra

16 GPs
0 vitória
0 pódio
0 pole
Melhor resultado: 19º colocado em 2016
Em 2016: 19º colocado (267 pontos)

Max Chilton chegou à Indy cercado de desconfiança pela falta de grandes resultados na F1 e na Indy Lights. Convenhamos, a temporada 2016 do britânico só fez aumentarem as críticas e as dúvidas sobre seu talento. Por mais que tenha recebido outro voto de confiança da Ganassi, parece claro que Max precisa dar uma resposta rapidamente para não ser sacado.

#9 SCOTT DIXON

22 de julho de 1980 (36 anos), Brisbane, Austrália (naturalizado neozelandês)

272 GPs
40 vitórias
88 pódios
27 poles
Melhor resultado: tetracampeão em 2003, 2008, 2013 e 2015
Em 2016: 6º colocado (477 pontos)

Um dos mais velhos do grid, Scott Dixon ainda tem muito gás no tanque. Extremamente cerebral, o neozelandês é do tipo de piloto que vai aproveitar todas as oportunidades que aparecerem. Para 2017, a experiência e os anos de casa devem fazer de Dixon o principal comandante da Ganassi na nova vida com a Honda.

#10 TONY KANAAN

31 de dezembro de 1974 (42 anos), Salvador, Brasil

327 GPs
17 vitórias
74 pódios
15 poles
Melhor resultado: campeão em 2004
Em 2016: 7º colocado (461 pontos)

Tony Kanaan é o piloto mais velho do grid da Indy e, também, um dos mais vitoriosos. Campeão e vencedor de Indy 500, o baiano é mais um nome que nunca pode ser descartado. Buscando quebrar o jejum de vitórias que vem desde Fontana 2014, Tony vai precisar de uma Honda competitiva para entrar em condições ao menos parecidas com as dos rivais da Penske no campeonato.

#83 CHARLIE KIMBALL

20 de fevereiro de 1985 (32 anos), Chertsey, Inglaterra

100 GPs
1 vitória
6 pódios
0 pole
Melhor resultado: 9º colocado em 2013 e 2016
Em 2016: 9º colocado (433 pontos)

Charlie Kimball é um dos pilotos mais contestados do grid. Também pudera, em anos de Ganassi, o americano nunca justificou a confiança de um time tão grande. Em 2016, Kimball ficou em nono, igualando seu melhor resultado da carreira, mas quem dirá que ele fez um grande campeonato? Novamente, o americano ficou marcado por acidentes e uma pilotagem muitas vezes irresponsável.

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ANDRETTI

Para quem esperava uma Andretti mais forte já em 2016, o ano foi um tanto quanto decepcionante. Não foi completamente, claro, pela vitória do novato Alexander Rossi nas 500 Milhas de Indianápolis ainda em maio, mas a 100ª edição do Maior Show da Terra acabou sendo palco do triunfo solitário do time de Michael. E se antes um crescimento da Honda beneficiaria apenas a Andretti, agora a Ganassi chegou para acabar com a paz do outro lado do muro dos fornecedores.
 
A Andretti mexeu, trocou Carlos Muñoz por Takuma Sato e fechou seu quarteto com o japonês ao lado de Rossi e dos velhos conhecidos Ryan Hunter-Reay e Marco Andretti. Mas não começou bem, andando no final do grid no treino mais veloz da pré-temporada em Phoenix. A grande legião de fãs que carrega no nome Andretti o motivo de sua torcida espera muito mais.

#26 TAKUMA SATO

28 de janeiro de 1977 (40 anos), Tóquio, Japão

118 GPs
1 vitória
5 pódios
5 poles
Melhor resultado: 13º colocado em 2011
Em 2016: 17º colocado (320 pontos)

Takuma Sato é um piloto que precisa agradecer muito aos céus pelo vínculo que tem com a Honda. Mesmo sem fazer nada de muito relevante nos últimos anos, o japonês conseguiu saltar da Foyt para a Andretti, chegando numa troca de cockpits com Carlos Muñoz.

#27 MARCO ANDRETTI

13 de março de 1987 (30 anos), Nazareth, Estados Unidos

184 GPs
2 vitórias
20 pódios
4 poles
Melhor resultado: 5º colocado em 2013
Em 2016: 16º colocado (339 pontos)

Marco Andretti é um forte candidato ao título de decepção da temporada 2016. Está certo que o americano nunca foi unanimidade, mas o desempenho no último campeonato foi sofrível. Andretti penou em classificações e raramente conseguiu produzir algo de relevante em corridas, passando perto de fechar o ano sem qualquer ida ao top-10. 

#28 RYAN HUNTER-REAY

17 de dezembro de 1980 (36 anos), Dallas, Estados Unidos

202 GPs
16 vitórias
37 pódios
6 poles
Melhor resultado: campeão em 2012
Em 2016: 12º colocado (428 pontos)

Ryan Hunter-Reay é um dos pilotos mais respeitados do grid. E seu talento fica claro constantemente, como na excelente atuação que teve na grande corrida de Pocono em uma tarde de segunda-feira. Em 2016, além de equipamento, faltou ao americano um pouco mais de regularidade, algo que acabou custando até um lugar dentro do top-10 final.

#98 ALEXANDER ROSSI

25 de setembro de 1991 (25 anos), Nevada City, Estados Unidos

16 GPs
1 vitória
1 pódio
0 pole
Melhor resultado: 11º em 2016
Em 2016: 11º colocado (430 pontos)

Alexander Rossi teve sua temporada dividida em duas partes: antes e depois da Indy 500. A adaptação do ex-F1 à Indy parecia lenta, mas como alguém vai seguir dizendo isso depois do que Rossi fez na principal prova do calendário? Poupando combustível voltas finais, o americano deu o pulo do gato e levou a 100ª edição da Indy 500, momento que serviu para alavancar seu desempenho e o encher de confiança. Se a Andretti evoluir, vale ficar de olho no que Alex fará em 2017.

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FOYT

É um novo momento para a Foyt. Após passar os últimos anos no final do grid e colecionando momentos estapafúrdios, agora o time de AJ Foyt se reconstruiu. A operação trocou a Honda pela Chevrolet, se reforçou e mudou também a dupla de pilotos: saem de cena Jack Hawksworth e Takuma Sato, entram Carlos Muñoz e Conor Daly. Além de uma enorme expectativa.
 
Mesmo assim, depois dos testes de Phoenix, a Foyt lamentou o pouco tempo de testes e se viu obrigada a admitir que está "anos atrás dos demais da Chevrolet". Mas com sua melhor dupla de pilotos em muitos anos e o melhor motor do grid, é difícil imaginar que a equipe não crescerá nos próximos meses.

#4 CONOR DALY

15 de dezembro de 1991 (25 anos), Noblesville, Estados Unidos

22 GPs
0 vitória
1 pódio
0 pole
Melhor resultado: 18º colocado em 2016
Em 2016: 18º colocado (313 pontos)

Conor Daly é um dos nomes mais promissores da nova geração do automobilismo americano. Após fazer pouco substituindo James Hinchcliffe em 2015, Conor teve uma temporada bem acima das expectativas com a nanica Dale Coyne, de onde tirou leite de pedra. Agora, a missão é na Foyt, equipe historicamente de fundo de pelotão que fala em mudar de patamar em 2017 com a Chevrolet.

#14 CARLOS MUÑOZ

2 de janeiro de 1992 (25 anos), Bogotá, Colômbia

53 GPs
1 vitória
7 pódios
1 pole
Melhor resultado: 8º colocado em 2014
Em 2016: 10º colocado (432 pontos)

Se a Foyt não se reerguer com Carlos Muñoz, dificilmente vai conseguir ser grande algum dia. O colombiano é um dos pilotos mais talentosos do grid e alia como poucos velocidade e habilidade. Outro dos mais jovens da categoria, Muñoz adota o mesmo discurso otimista da equipe, crendo que a Chevrolet vai tirar o time do limbo e jogar para uma posição do meio para frente no pelotão. 

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SCHMIDT PETERSON 

Vai ser a primeira vez em que a equipe chefiada por Sam Schmidt entrará na pista sem dividir atenções com a Indy Lights, de onde era o time mais vencedor. Organizada, a equipe presa pela continuidade. Encontrou em James Hinchcliffe e Mikhail Aleshin uma dupla confiável e volta a adicionar um carro para as 500 Milhas de Indianápolis - que será guiado por Jay Howard.
 
A coisa mais impressionante da SPM nos testes de pré-temporada foi a confiabilidade. Os dois pilotos andaram bastante em três dos quatro treinos e acabaram como dois dos que mais quilometragem acumularam. Agora resta ao time unir um pouco mais de velocidade à confiabilidade para que consiga aparecer com mais frequência nas primeiras colocações.

 

#5 JAMES HINCHCLIFFE

5 de dezembro de 1986 (30 anos), Oakville, Canadá 

89 GPs
4 vitórias
11 pódios
1 pole
Melhor resultado: 8º colocado em 2012 e 2013
Em 2016: 13º colocado (416 pontos)

James Hinchcliffe viveu um grande momento em 2016 ao cravar a pole para a Indy 500 um ano após sofrer um acidente que quase custou sua vida. Além dessa, o canadense teve também outras boas atuações, mas acabou limitado pelo inconstante desempenho de seu carro e, principalmente, da Honda. A Schmidt Peterson promete evoluir, isso deve tornar Hinch uma figura bem mais comum nas primeiras colocações.

#7 MIKHAIL ALESHIN

22 de maio de 1987 (29 anos), Moscou, Rússia

34 GPs
0 vitória
2 pódios
1 pole
Melhor resultado: 15º colocado em 2016
Em 2016: 15º colocado (347 pontos)

2016 foi o ano da afirmação de Mikhail Aleshin. Na verdade, a segunda metade da última temporada. Crescendo muito de produção, Aleshin emendou uma sequência de bons desempenhos que incluiu uma ‘quase-vitória’ em Mid-Ohio e uma pole seguida de um segundo lugar em Pocono. Dá para dizer que foi esse final de ano que garantiu o russo no grid em 2017 e, mais do que isso, o fez virar um nome quase que incontestável. 

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DALE COYNE 

Com a Foyt renovada e vestindo motor Chevrolet e a KV fora do grid, a Dale Coyne se vê numa situação complicada: a de ser a favorita irrestrita aos últimos lugares do grid em praticamente todas as corridas da temporada. Tentando se resguardar, porém, a esquadra foi ao mercado e melhorou sua dupla de pilotos com o veterano Sébastien Bourdais, saído exatamente da KV, e o novato Ed Jones, que estreia na Indy após o título da Indy Lights em 2016.
 
Nos testes de pré-temporada em Phoenix, a equipe viu Bourdais fazer o que dele se espera: ser extremamente regular e ir até que bem. Jones viveu momentos melhores, andou bastante, mas não foi tão constante. Está aprendendo com Bourdais, como já revelou, e espera trazer ventos mais aprazíveis para a modesta equipe.

#18 SÉBASTIEN BOURDAIS

28 de fevereiro de 1979 (38 anos), Le Mans, França 

163 GPs
35 vitórias
52 pódios
33 poles
Melhor resultado: tetracampeão em 2004, 2005, 2006 e 2007 (Champ Car)
Em 2016: 14º colocado (404 pontos)

Sébastien Bourdais é um dos pilotos mais irregulares do atual grid da Indy. Do alto de seus 38 anos, o francês atualmente vive de mais baixos do que de altos, mas segue se sustentando na categoria. Com o fim das atividades da KV, a opção que sobrou para o veterano foi a Dale Coyne. Agora, no pior time da Indy, Bourdais vai precisar ter atuações inspiradas em sequência se não quiser passar grande parte do ano tomando volta dos líderes.

#19 ED JONES

12 de setembro de 1995 (22 anos), Dubai, Emirados Árabes (naturalizado britânico)

Estreante
Em 2016: campeão da Indy Lights (363 pontos)

Ed Jones é mais um garotão no grid da Indy. Nascido em Dubai, o piloto sempre mostrou velocidade em seus anos de Indy Lights, mas também deixou evidente que não estava pronto para alçar voos maiores. Ainda que não tenha sido um poço de regularidade, Jones sagrou-se campeão da categoria de acesso em 2016, assegurando o posto de titular na Dale Coyne. Na pior equipe do grid, Jones vai precisar surpreender para não ser um dos piores na classificação da temporada.