Sauber F1 Team

A Sauber vai para 2016 com dois objetivos simples: sobreviver e pontuar. Sem o melhor dos bólidos do grid, seus pilotos – ainda Felipe Nasr e Marcus Ericsson – devem passar mais um ano catando migalhas na zona de pontuação

Vitor Fazio, de Porto Alegre

Não é novidade para ninguém que a Sauber vive dias conturbados na F1. Depois de uma temporada promissora em 2012, com pódios e belas performances de seus pilotos, a escuderia voltou a se apequenar lentamente. A temporada 2015 começou com o excelente quinto lugar de Felipe Nasr em Melbourne, mas as provas seguintes trataram de levar a equipe suíça para seu lugar de verdade.

Sem capacidade de desenvolver o carro, a equipe encerrou a temporada passada apenas na frente da Manor. E é mais ou menor por aí que a Sauber deve começar 2016. Única equipe a perder a primeira sessão de pré-temporada, a Sauber perdeu muito tempo para desenvolver um C35 que não parece brilhante. É muito cedo para dizer que a equipe vai passar o ano brigando com as nanicas Haas e Manor, mas isso parece mais provável do que brigar com Toro Rosso e McLaren.

A equipe manteve a dupla Nasr e Ericsson para 2016. Enquanto o brasileiro tenta se consolidar como um talento a ser explorado, o sueco só quer fazer uma temporada mais digna, visitando os pontos com maior frequência.

Sede: Hinwil, Suíça
Carro: C35
Motor: Ferrari
Principais dirigentes: Peter Sauber, Monisha Kaltenborn
Piloto reserva: Ainda não tem
Em 2015: 8ª colocada (36 pontos)
Melhor resultado: 8º entre Pilotos (N. Heidfeld, 2001); 4º lugar entre Construtores (2001)
Melhor tempo em Barcelona: 1min24s760 (pneus macios)

#12 Felipe Nasr 

 

Nascimento: 21 de agosto de 1992, Brasília, Brasil (23 anos)
19 GPs disputados
0 vitórias
0 poles
0 pódios
0 voltas mais rápidas
27 pontos
Melhor resultado
13º em 2015
Em 2015: 13º (27 pontos)

Felipe Nasr optou por passar mais uma temporada com a Sauber, equipe que promoveu sua estreia na F1 em 2015. Apesar de a renovação parecer uma escolha natural, Nasr corre o risco de estar amarrando seu burro em uma escuderia que pouco tem a oferecer. Depois de somar bons 27 pontos e passar o rodo em Ericsson, é difícil imaginar que dê para fazer muito mais do que isso.

Se não for cuidadoso, Nasr corre o risco de perder o timing de sua carreira. Enquanto jovens como Carlos Sainz e Max Verstappen prometem uma temporada ainda melhor em 2016, Felipe não tem muito que oferecer além do mesmo que já ofereceu em 2015.

#9 Marcus Ericsson 

 

Nascimento: 2 de setembro de 1990, Kumla, Suécia (25 anos)
35 GPs disputados
0 vitórias
0 poles
0 pódios
0 voltas mais rápidas
9 pontos
Melhor resultado
18º em 2015
Em 2015: 18º (9 pontos)

Marcus Ericsson obviamente deu um salto na carreira quando optou por trocar a Caterham pela Sauber ao fim de 2014. Mas certamente não foi o maior dos saltos: o sueco somou meros 9 pontos, três vezes menos do que Nasr somou. No Campeonato de Pilotos, foi melhor apenas que os pilotos da Manor.

Dá para acreditar em melhora? Bem, dá. Mas não muita: já parece claro que Ericsson não é um piloto espetacular, longe de ser um dos destaques de sua geração. Agora acostumado com a Sauber, pode ser que dê para pontuar mais frequentemente, mas suas próprias limitações, somadas às do C35, devem tratar de frear qualquer onda de otimismo para 2016.