Mercedes AMG Petronas

A Mercedes abre 2016 diante da mesma perspectiva da temporada passada. Grande força da F1 desde o início da nova ‘Era Turbo’, a escuderia prateada chega com pinta de favorita e só mesmo a Ferrari ainda pode ameaçá-la

Fernando Silva, de Sumaré

Avassalador. Assim pode ser definido o domínio da Mercedes na F1 desde a introdução das novas unidades de potência turbo 1,6 L V6 a partir de 2014. Em 38 corridas disputadas, a escuderia prateada triunfou em nada menos do que em 32 GPs. Uma marca que prova o grande trabalho feito em Brackley e em Brixworth, onde são fabricados os melhores motores da F1.

E a receita se mantém para 2016, ano em que a estabilidade do regulamento técnico deixou os carros praticamente idênticos aos do ano passado. E como em time que está ganhando não se mexe, o novo W07 Hybrid é uma evolução do modelo que levou Lewis Hamilton ao tricampeonato no ano passado, com algumas inovações aqui e ali, mas sem perder a essência de competitividade e, principalmente, confiabilidade, fator fundamental e que mostrou ser a maior força da Mercedes nos testes de pré-temporada, com mais de 6 mil quilômetros e sem nenhum problema crônico.

A base do carro foi mantida, assim como a dupla de pilotos. Hamilton chega a 2016 disposto a lutar pelo tetra e entrar de vez para a galeria dos grandes do esporte. Contudo, Nico Rosberg, depois de um grande fim de temporada no ano passado, está sedento para finalmente ter a sua chance de ser campeão do mundo. Se a Ferrari não alcançar a Mercedes, a promessa é de um forte embate entre a dupla, garantindo assim muitas polêmicas nos bastidores e nas pistas.

 

Sedes: Brackley, Inglaterra; Stuttgart, Alemanha
Carro: W07 Hybrid
Motor: Mercedes
Principais dirigentes: Toto Wolff, Paddy Lowe, Niki Lauda
Piloto reserva: Pascal Wehrlein
Em 2015: Campeã Mundial de Construtores (703 pontos)
Melhor resultado: 2 Títulos de Pilotos; 2 Títulos de Construtores
Melhor tempo em Barcelona: 1min23s022 (Nico Rosberg, 3º, pneus macios)

#44 Lewis Hamilton

 

Nascimento: 7 de janeiro de 1985, Tewin, Inglaterra (31 anos)
167 GPs disputados
43 vitórias
49 poles
87 pódios
28 voltas mais rápidas
1.867 pontos
Melhor resultado
Campeão em 2008, 2014 e 2015
Em 2015: campeão (381 pontos)

Lewis Hamilton aproveitou da melhor forma os anos de domínio da Mercedes na F1. No topo do esporte desde 2014, o britânico ‘popstar’ vem quebrando marcas com facilidade, sendo que o mais emblemático deles tenha sido superar o ídolo de infância, Ayrton Senna, em vitórias conquistadas. Mas Lewis quer mais e, para quem tem dúvidas do seu verdadeiro potencial, almeja entrar de vez para a galeria dos grandes da F1 ao vislumbrar o tetracampeonato. Uma meta perfeitamente possível de ser alcançada em 2016.

Os testes de pré-temporada indicam que a Mercedes segue tendo o melhor carro da F1. E Hamilton, no auge da forma e da maturidade aos 31 anos, só tem de manter o feijão com arroz para seguir como o melhor piloto. Evidente que Nico Rosberg não pode ser subestimado, mas também é preciso considerar que a melhor fase do alemão no ano passado veio quando Lewis já havia conquistado o tri. Assim, se der a lógica, a F1 verá um ano emblemático o dono do #44 chegando ao seu quarto título mundial, igualando Sebastian Vettel e Alain Prost.

#6 Nico Rosberg

 

Nascimento: 27 de junho de 1985, Wiesbaden, Alemanha (30 anos)
Carreira na F1:
185 GPs disputados
14 vitórias
22 poles
41 pódios
14 voltas mais rápidas
1.209,5  pontos
Melhor resultado
Vice-campeão em 2014 e 2015
Em 2015: vice-campeão (322 pontos)

 

Nico Rosberg terá pela frente praticamente sua última chance de ser campeão mundial de F1. Na Mercedes desde que a marca voltou ao grid como equipe em 2010, o alemão conta com o prestígio da equipe e tem experiência de sobra para chegar lá. Mas o grande problema de Nico é quem está ao seu lado. Imparável e rei dos jogos mentais, Hamilton costuma destruir o alemão nos detalhes, a ponto de Rosberg cometer erros crassos em situações nas quais poderia tirar melhor proveito.

Enquanto Hamilton abre 2016 pensando no tetra para se colocar no Olimpo do esporte, Rosberg tenta mostrar ao mundo que não é um ‘amarelão’. Será um ano relativamente difícil para o piloto, que passa a ter como concorrente à cobiçada vaga na Mercedes o novato Pascal Wehrlein, que teve a forcinha da montadora para garantir um lugar na Manor para ganhar quilometragem no seu ano de F1. Rosberg entra no seu último ano de contrato com uma velha máxima na mente: ou vence, ou vence. Do contrário, corre o risco de perder o cockpit na melhor equipe da F1 e ver ruir qualquer outra chance de ser campeão mundial de F1.