O que a NFL deve (e vai) ensinar à F1?

Novo dono da F1, o Liberty Media vive falando em fazer do Mundial 20 Super Bowls. E resumir o evento como ‘a final da NFL’ fica longe de retratar a importância de um jogo que, no Brasil, já tem mais fãs que a categoria

Equipe Grande Premium, de São Paulo, Rio de Janeiro e Sumaré

 

SE VOCÊ ESTIVER LENDO ESTA MATÉRIA NESTE DOMINGO (5), até mais ou menos umas 19h (de Brasília), é provável que tenha sido inundado, nas redes sociais e nos sites de notícias, com algo sobre a final New England Patriots @ Atlanta Falcons de logo mais. Mesmo não sendo fã, sua timeline tem referências, de GIFs a vídeos, de memes a informações, sobre o time que tem o melhor ataque contra aquele que tem a melhor defesa, sobre o “marido da Gisele Bündchen”, sobre o que Lady Gaga vai fazer no show do intervalo e que músicas vai cantar. É até capaz que você esteja na casa de um amigo, em um bar ou pub, churrasco ou pizza. A noite vai ser longa. O campeão só vai sair na segunda. 

Tem quem não entenda – ou não quer entender – como um futebol que só predomina naquele canto da América consegue chamar a atenção do mundo e triunfa cada vez mais em terras brasileiras. A resposta simples pode se encontrar na própria América – na forma como só os homens de negócios dos EUA sabem vender. Eles sabem vender. Para isso, usam as TVs: NBC, CBS, Fox Sports e ESPN se dividem e exploram muito bem o esporte; aqui, ESPN e Esporte Interativo ganham em audiência e começam a revertê-la em produtos, ações e, evidentemente, lucros. A aliança com o entretenimento traz quantias espetaculares.

Em mais de duas décadas presente no controle-remoto do brasileiro, a NFL fez do mercado nacional o terceiro principal do mundo. Há tempos se fala em trazer um jogo da liga, e para tal, estão atrás de empresários/homens de negócios para copiar o que tem sido feito com a NBA. O dia em que acontecer, o estádio vai lotar. Como não lota, por exemplo, as arquibancadas de Interlagos nos novembros de GP do Brasil. Porque aqui e lá fora, a F1 vinha parada no tempo nas mãos de Bernie Ecclestone.

 

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