O primeiro adeus de Schumacher

Há exatos 10 anos, Michael Schumacher dava um show de recuperação e, embora sem o oitavo título, mostrava no Brasil porque se tornou a lenda maior de sua geração

Pedro Henrique Marum, do Rio de Janeiro

Verdade seja dita, a batalha pelo título da F1 em 2006 chegou àquele GP do Brasil de um 22 de outubro como hoje nas mãos de Fernando Alonso. A Alonsomania explodia e o recém-entitulado Príncipe das Astúrias podia carregar sua Renault ao oitavo lugar sem se preocupar o que Michael Schumacher faria em sua corrida. O oitavo lugar bastava para se tornar o bicampeão mais jovem da F1. Schumacher, do outro lado, podia sentir que o octacampeonato mundial ficara distante. Mas se encaixava que a corrida final de uma história de amor entre Michael e a Ferrari fosse ainda competitiva.

O anúncio de que estava deixando o lugar que tornou seu - um grid da F1 ao qual emprestou seu rosto, talentos e defeitos, e os fez confundir com a própria categoria mais do que qualquer outro piloto em toda a história, havia sido feito - foi feito ao vencer o GP da Itália, em Monza, casa ferrarista. Dali em diante, o mundo teria mais três etapas para se curvar e ver de perto o homem que destruiu quase todos os recordes possíveis na F1.

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