Muito antes de Alonso: as vitórias da McLaren na Indy 500

Os carros da equipe fizeram história na década de 1970, colecionando vitórias no Indianapolis Motor Speedway e até ajudando uma certa equipe chamada Penske...

Renan Martins Frade, de São Paulo
 

Os americanos estão descobrindo Fernando Alonso – e o resto do mundo está voltando a olhar para as 500 Milhas de Indianápolis. No entanto, a participação do bicampeão da F1 na prova representa, também, um retorno. Afinal, a McLaren é, de longe, a equipe europeia com maior sucesso na história do Brickyard.

História essa que está voltando em 2017. Não que a esquadra de Woking esteja, oficialmente, competindo como uma equipe, mas o apoio à Andretti, o carro laranja e o nome McLaren escrito na carenagem não deixam de ser, sim, um retorno ao passado.

Tudo começou lá em meados dos anos 1960, quando Colin Chapman descobriu o que era a Indy 500 e que tinha chance de vencer. Em pouco tempo a corrida americana cresceu com o intercâmbio com os europeus, assim como a própria F1 – em história já contada aqui no GP*. E foi em 1970 que a Goodyear fez uma proposta para o time então liderado por Bruce McLaren: construir um carro e competir na Indy 500.

Na época, a McLaren já surgia como uma grande força no automobilismo europeu, fazendo deles e da Brabham os principais times da Goodyear na F1, enquanto a Firestone era a força dominante nos pneus da disputa de monopostos dos dois lados do Atlântico. Por isso, fazia sentido para a fabricante ampliar essa parceria. 

Não era só isso: a equipe McLaren era a grande força na Can-Am, levando os canecos entre 1967 e 1971 com Bruce e Denny Hulme se alternando no primeiro lugar. Além disso, em 68, Bruce e Denny tentaram se classificar nas 500 Milhas de Indianápolis com carros motivos à turbina criados por Carroll Shelby, mas não tiveram sucesso. Hulme ainda participara a corrida no oval em 1967 e 69, agregando toda uma camada de experiência para o time.

Ou seja, de América do Norte eles entendiam.
 

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